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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Atriz que sofreu bullying e teve anorexia vive "gordinha" com bom humor

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Raquel Fabbri conta que já passou por situações semelhantes às de sua personagem (Foto: Carol Caminha/ Gshow)

Bombardeadas por um padrão de beleza que exige de todos uma magreza de modelo de passarela, muitas meninas vivem em guerra com o espelho e a balança. Uma dessas jovens é a Bia de Alto Astral vivida pela atriz Raquel Fabbri. Formada em psicologia, a irmã de Laura (Nathalia Dill) é doce e inteligente, mas vai enfrentar o bullying do próprio irmão, Gustavo(Guilherme Leicam).
A atriz é Bia em Alto Astral (Foto: Carol Caminha/ Gshow)A atriz é irmã da protagonista em Alto Astral
(Foto: Carol Caminha/ Gshow)
Raquel já brilhou na TV na minissérie "As Brasileiras" e na novela "Gabriela", além de ter várias peças de teatro no currículo. Na novela das 11, inspirada na obra de Jorge Amado, ela deu vida a uma quenga do Bataclã. "Era um personagem sexy e tinha essa coisa de ser gordinha. Quando a produtora de elenco me chamou, eu falei: 'claro que eu topo, lógico.Vambora! Só não sou nenhuma beleza de televisão'. Teve uma repercussão bem bacana. O pessoal vinha dizer nas redes sociais que tinha se identificado", recorda Raquel.
A atriz comemora ter sido escalada para papéis como esses e o de Bia, em Alto Astral, que ela considera mais "humanizados". Ela lembra que muitas atrizes ditas gordinhas ficam restritas apenas a papéis cômicos. Para enfrentar o padrão de beleza que impõe a magreza, Raquel conta ter desenvolvido suas defesas. "Eu tenho uma personalidade muito forte. Eu tinha o cabelo meio vermelho, meio loiro, cheia depiercings. Porque eu também tenho as minhas defesas, né? Eu tenho uma personalidade de 'chegar chegando' e a Bia não, ela é mais quietinha. Eu desconstruí essa parede, sem perder a força dela. Ela está quebrada, mas ela é forte", analisa a atriz.
Raquel (Foto: Inácio Moraes/TV Globo)Raquel como quenga do Bataclã em 'Gabriela' (Foto: Inácio Moraes/Gshow)
Bullying em cena tem 'apalpada' de Leicam
Diferente da atriz, Bia é muito tranquila e continua estudando em uma pós-graduação em Psicologia. "Ela não é nenhuma menininha desiludida, bobinha, ela só está trancada no corpo dela", define Raquel. O problema dela é a perseguição do irmão mais velho - o que vai levá-la a protagonizar cenas terríveis com Guilherme Leicam. "No início foi até engraçado porque o Gui é um fofo, e ele estava tenso de me xingar, de me chamar de gorda, baleia, e eu falava: 'me chama, pelo amor de Deus'. Ele pega na minha banha, pega na minha barriga. E eu falo pega, aperta, machuca, sacaneia, porque eu estou bem com isso. É engraçado. A maioria das pessoas pensa que isso poderia me afetar, mas não me afeta", explica a atriz.
Laura mora com os irmãos Gustavo e Bia e o avô Vicente (Foto: Artur Meninea/ Gshow)Raquel com sua família na trama: Guilherme Leicam, Nathalia Dill e Otávio Augusto (Foto: Artur Meninea/ Gshow)

O que ela está passando com o corpo dela eu já passei, a não aceitação."
Raquel Fabbri
A explicação para essa segurança vem da batalha que Raquel venceu contra seus próprios "fantasminhas", como ela chama. "O que ela está passando com o corpo dela eu já passei, a não aceitação. Eu tenho um irmão na vida real, que se chama Igor. Ele vai ficar bravo de eu falar isso! (risos) Mas ele sempre me zoou. Era uma zoada bem mais leve, mas eu me sentia mal porque ele é bonitão, magrinho e eu sou gordinha", relembra Raquel.
Nesse caminho de auto aceitação, nem tudo foram flores, como ela conta: "Melhorei com a vida, a vivência, a terapia, muita coisa. Já passei por maus bocados, já tive anorexia, quase parti para outro canto. Já emagreci muito em muito pouco tempo. Nunca foi uma coisa bem resolvida. Então, de uns tempos para cá, eu decidi que precisava resolver isso, corri atrás e estou bem". Raquel defende que as pessoas não devem querer emagrecer para agradar aos outros, mas apenas movidas pela própria vontade de mudar.
Da vida real para a TV
Resta saber se Bia vai conseguir vencer essa batalha e encontrar seu - merecido - amor próprio. "Pode ser muita presunção minha, mas eu queria passar essa mensagem até por toda a vivência que eu já tive, já sofri muito. Trazer tudo o que eu vivi para ela, o que eu já passei, todos os perrengues, e mostrar que é real, que não é ficção, é vida. Está ali, existe. E ter essa oportunidade é muito legal!", comemora Raquel.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Nutricionistas indicam cinco aplicativos para cuidar da alimentação e da boa forma


‘iDrinkWater’
À primeira vista, um aplicativo para lembrá-lo de que é preciso beber água parece bobo. Deveria ser óbvio, inclusive, mas não é. No dia a dia, sentados à mesa de trabalho, muitas vezes passamos horas sem ingerir água, por diversos motivos: “Não dá tempo”, “esqueço”, “tenho preguiça de buscar”… Sentir sede, é bom lembrar, é o pedido de socorro do corpo, que, quando chega a este ponto, já está desidratado.
O “Beba água” é muito intuitivo, fácil de usar e bonitinho. Ele não só alerta você para beber água, como calcula a quantidade ideal de água para o seu corpo, de acordo com o seu peso.
Não é preciso fazer cadastro. Ao abrir o aplicativo, basta dizer o seu peso e a sua altura. Em seguida, ele informa quanto de água você deve ingerir por dia, respeitando seus números. Você, então, informa a hora que acordou e a hora que pretende dormir e ele mesmo calcula os horários, dentro desse intervalo, em que você deve beber água para conseguir alcançar a meta e emite o alerta. Quando beber água, não deixe de avisá-lo para que o aplicativo atualize a contagem.
Ele ainda contém uma tabela de frutas com a quantidade de água existente em cada uma delas. Assim, quando comê-las, também poderá abater da contagem.
Quem indica é a nutricionista Fernanda Amorim, do Centro Universitário Celso Lisboa.
‘TecnoNutri’
Um dos assistentes preferidos dos nutricionistas, o TecnoNutri ajuda você e o seu médico na gestão da sua alimentação.
Funciona assim: o aplicativo pede algumas informações pessoais como idade, sexo, altura e o peso ideal. Além disso, ele quer saber o que você deseja: perder peso? Ganhar massa muscular? Melhorar a alimentação? Tratar doenças?
Ele vai perguntar, também, se você faz algum exercício e com que frequência ou se é sedentário. Com base nessas informações, o TecnoNutri calcula seu Índice de Massa Corporal (IMC), a quantidade de calorias que você deve ingerir por dia e prevê o tempo para você atingir o objetivo que informou a ele. Além disso, o ‘app’ gera uma dieta com sugestão de cardápio para todas as refeições, indicando o número de calorias que você deve consumir em cada uma delas para alcançar o total do dia.
Possui uma tabela gigante com valores nutricionais dos alimentos, que inclui pratos como bisteca assada e macarrão com frango à milanesa, além de refrigerantes, sucos, frutas, legumes, verduras, produtos industrializados e mais.
A maioria dos especialistas entrevistados indicou este aplicativo: Pedro Assed, pesquisador do Grupo de Obesidade e Transtornos Alimentares da PUC-Rio; a nutricionista funcional Luciana Harfenist; e a nutricionista Sofia Sesti, da Unimed Costa Oeste.
3 ‘Seven’
Sete minutos de exercícios diários, em forma de circuito, tão em voga, é o que propõe este aplicativo. Apenas sete. E a proposta tem fundamento: estudos afirmam que poucos minutos de treinamento, usando sua capacidade máxima nos exercícios, trabalha os músculos em níveis comparáveis aos de várias horas correndo ou andando de bicicleta. Isso mesmo!
É muito fácil de manusear. Você informa qual parte do corpo deseja trabalhar e quanto tempo tem para isso. Conforme você vai usando o aplicativo, novos exercícios e tempos vão sendo desbloqueados. Como se fosse avançando de fases.
Antes de apertar o “Start”, esteja preparado. O aplicativo gera um circuito com vários exercícios para você reproduzir ali, rapidinho, naquele curto espaço de tempo que tem disponível para isso. Pensa que sete minutos são poucos? Está enganado! O ‘Seven’ vai fazer você suar!
Só fica faltando uma prévia dos exercícios a serem executados, antes de começar a contagem do tempo, para que pudéssemos providenciar os objetos que pede. Por exemplo, cadeira, para uma sequência de sobe e desce.
‘My fitness pal’
Semelhante ao “TecnoNutri”, o “My fitness pal” funciona como um contador de calorias e uma rede social para quem quer encontrar pessoas que também buscam uma vida saudável.
Ele pergunta a sua meta (quer perder peso, manter o peso ou engordar), quantos quilos você quer perder, se você é sedentário ou faz exercícios e com que frequência, sua altura e seu peso atual. Com essas informações, ele sugere uma meta semanal de perda de peso e passa a controlar a sua ingestão de alimentos, calculando as calorias de cada refeição.
É capaz de avaliar a condição física do paciente e indicar as necessidades nutricionais e os exercícios físicos ideais para aquele perfil genético. Ele mostra qual tipo de exercício a pessoa tem que fazer, se de força ou aeróbico, e o tempo médio indicado.
Um outro ponto é quanto ao tipo de alimentação ideal (“Baixo teor em gordura”, “Baixo teor em carboidrato”, “Mediterrânea” ou uma “Dieta balanceada”), mostrando as proporções adequadas para serem ingeridas diariamente.
Quem indica é a nutricionista Marcela Mello da Clínica Camila Caitano, de Piracicaba, e a geneticista Lia Kubelka, do Biogenética.
5 ‘Target Weight’
É um aplicativo complementar ao programa de emagrecimento. O usuário poderá marcar os pesos após cada consulta e alimentar informações para formar uma gráfico com a sua evolução – ganho ou perda de peso – na linha do tempo.
O aplicativo serve para que o paciente perceba a semana em que ele evolui bem ou aquela semana em que sai muito do plano alimentar. Os gráficos ajudarão na conscientização de como o seu metabolismo funciona.
Mas não pode esquecer: para obter os benefícios desses aplicativos é fundamental o acompanhamento de um nutricionista.
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